A dançarina e madrinha de bateria da Vai-Vai, Rosiane Pinheiro, tem mostrado ao Brasil que sua trajetória vai muito além do brilho do Carnaval. Mulher forte, de raízes profundas e história marcada por superação, Rosiane se tornou inspiração ao transformar ataques em resistência e dor em arte.
Na última semana, após ser chamada de “decadente” por um internauta, Rosiane emocionou seguidores ao expor nas redes sociais um relato íntimo de força e sobrevivência. Ela falou das violências sofridas na infância, das traições, do racismo estrutural e das cicatrizes que a vida lhe impôs. Mas, em vez de se abater, transformou tudo isso em um grito de coragem:
> “Não sou decadente, sou sobrevivente. Tudo o que passei me fez a mulher que sou hoje.”
A guerreira no palco e na vida
Rosiane Pinheiro não é apenas uma musa do Carnaval. Ela é uma guerreira que carrega em sua história a luta de muitas mulheres brasileiras. Com mais de três décadas dedicadas à dança, conquistou espaço e respeito, mas também enfrentou preconceitos e julgamentos.
Em uma de suas apresentações mais marcantes, Rosiane incorporou a imagem de uma mulher indígena aguerrida, vestindo uma fantasia que representava a cultura e a ancestralidade de um povo. Naquele momento, ela não era só artista: era símbolo.
Cada detalhe da indumentária — das penas azuis aos colares trabalhados — traduzia a força ancestral. Mais do que fantasia, era armadura. Uma homenagem às raízes, à resistência e à sabedoria de um povo que nunca deixou de lutar.
Testemunho de quem a conhece
Tive a oportunidade de conviver de perto com Rosiane, quando ela esteve em minha casa, em São Paulo, por quatro meses. Conheci uma mulher verdadeira, generosa e determinada. Nunca vi nela motivo para ataques injustos. Pelo contrário: vi uma mulher de fé, que inspira e que sabe transformar dor em luz.
Como costumo dizer, muitos insistem em jogar pedras nas árvores que dão bons frutos. Rosiane é exatamente isso: um fruto bom, forte, que floresce apesar das tempestades.
Um chamado ao respeito
Os ataques virtuais contra figuras públicas como Rosiane Pinheiro revelam o quanto ainda precisamos evoluir como sociedade. Julgamentos rasos ferem, mas também revelam nossa urgência em aprender a respeitar trajetórias.
Rosiane, com sua força, sua ancestralidade e sua arte, nos lembra que a verdadeira beleza não está apenas no que se vê, mas no que se resiste. Ela é prova viva de que as mulheres podem, sim, transformar dor em poesia e ataque em resistência.
> “Que as pessoas parem de jogar pedras e aprendam a espalhar amor”, reforço aqui, como testemunha de sua grandeza.
Rosiane Pinheiro é mais que uma artista do Carnaval. É símbolo de luta, de ancestralidade e de amor. Uma mulher que merece respeito, aplausos e gratidão.
Assinado: Fatima Dantas


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