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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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Brasil prevê "tarifaço" a outros países e calcula dano menor do que em 2025

Para governo brasileiro, investigação do USTR contra outros 59 parceiros comerciais deverá recomendar tarifas no mesmo patamar ou até maiores do que 25%

Brasil prevê
Montagem CNN
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O governo Lula reconhece que a alíquota de 25% recomendada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca) deve prejudicar exportadores brasileiros, mas nota uma diferença importante em relação ao "tarifaço" aplicado no ano passado.

Naquela ocasião, o Brasil ficou no topo dos países afetados pelo "tarifaço" aplicado no ano passado, com uma tarifa de 50%. Todos os demais parceiros enfrentavam uma alíquota de pelo menos 10%. Vários estavam em uma faixa intermediária (de 20% a 30%).

Desta vez, a tarifa de 25% não é vista como uma perda significativa de competitividade na comparação com o que pode vir para outros países.

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Depois que a Suprema Corte derrubou o tarifaço inicial de Trump, o USTR investiu sua energia nas investigações sob o guarda-chuva da Seção 301, que tem maior amparo legal e lida com práticas comerciais consideradas "injustas" pela administração americana.

Uma investigação já corria especificamente sobre o Brasil. Outra, no entanto, foi aberta pelo USTR contra mais 59 parceiros por suspeita de "trabalhos forçados" nas economias locais.

A lista contempla União Europeia e China, rivais comerciais dos Estados Unidos, mas também países cujos líderes têm boas relações com Trump, como Argentina e Japão.

A expectativa do governo brasileiro é que esse processo, também em etapa avançada, seja concluído no segundo semestre e imponha tarifas de patamar equivalente às principais economias do planeta.

Com isso -- e caso as alíquotas sobre o Brasil fiquem em 25% --, não significa que exportadores brasileiros não serão prejudicados. Há um reconhecimento de que essas tarifas "machucam" os produtores e causam prejuízo.

A observação enfatizada por experientes negociadores, porém, é que -- diferentemente do ano passado -- não haveria uma perda tão grande de competitividade dos produtos exportados ao mercado americano na comparação com outros parceiros comerciais dos Estados Unidos.

FONTE/CRÉDITOS: CNN
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Agência O Estado

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