Salvador (BA) – O ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, condenado pelo ataque a tiros que matou três pessoas durante uma sessão de cinema no Morumbi Shopping, em São Paulo, em 1999, voltou a chamar a atenção após ser visto circulando com frequência pelo Shopping Barra, em Salvador. A presença do condenado gerou repercussão entre clientes, lojistas e funcionários do centro comercial, que passaram a compartilhar imagens nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Considerado um dos mais tradicionais e sofisticados centros de compras da Bahia, o Shopping Barra, localizado no bairro do Chame-Chame, reúne 315 lojas, um complexo com oito salas de cinema, sendo três VIP, além de restaurantes, cafés e livrarias. O empreendimento recebe, em média, 50 mil visitantes por dia, tornando-se um dos principais polos de compras, lazer e entretenimento da capital baiana.
Segundo relatos de frequentadores, Mateus tem sido visto caminhando tranquilamente pelos corredores do shopping, visitando cafeterias, livrarias e o complexo de cinemas. Embora sua presença cause desconforto em parte do público, não há registro de qualquer ocorrência policial ou comportamento criminoso relacionado às visitas ao empreendimento.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 3 de novembro de 1999, quando Mateus entrou armado em uma sala de cinema do Morumbi Shopping durante a exibição do filme “Clube da Luta”. Os disparos provocaram a morte de três pessoas e deixaram outras vítimas feridas, em um dos episódios mais marcantes da violência em locais públicos no Brasil.
Inicialmente condenado a 120 anos de prisão, a pena foi posteriormente reduzida. Após cumprir parte da condenação e passar por tratamento em hospital de custódia, Mateus obteve liberdade por decisão da Justiça em 2024.
Debate sobre segurança e ressocialização
A presença de Mateus em um shopping com grande circulação de pessoas reacendeu discussões sobre segurança pública e ressocialização. Juridicamente, pessoas colocadas em liberdade pela Justiça têm o direito de frequentar espaços públicos, desde que cumpram as condições estabelecidas judicialmente. Por outro lado, o histórico do caso provoca preocupação entre parte da população, especialmente em locais que recebem milhares de visitantes diariamente.

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