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Quarta-feira, 29 de Julho de 2026

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Eleições 2026: a necessidade de um dia não pode decidir os próximos quatro anos

Agência O Estado

Eleições 2026: a necessidade de um dia não pode decidir os próximos quatro anos
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À medida que as Eleições de 2026 se aproximam, cresce também a movimentação de grupos políticos em busca do voto da população. É justamente nesse período que muitas pessoas, principalmente aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade, passam a receber visitas, promessas e ofertas de ajuda.
Uma conta de energia atrasada, a falta de alimentos em casa, a necessidade de um medicamento, de transporte ou de atendimento médico podem colocar qualquer família em uma situação de desespero. É nesse momento de fragilidade que algumas pessoas tentam transformar a necessidade do cidadão em instrumento de influência política.
É preciso compreender que a ajuda recebida em um único dia pode terminar rapidamente, mas as consequências do voto permanecem durante quatro anos.
O eleitor não pode ser responsabilizado pela pobreza, pelo desemprego ou pela ausência de serviços públicos. Muitas vezes, a urgência fala mais alto. No entanto, é necessário ampliar a conscientização para que a população consiga identificar a diferença entre solidariedade verdadeira e uma ação realizada com o objetivo de conquistar apoio eleitoral.
A boa política não deve aparecer apenas durante as eleições. Ela precisa estar presente durante todo o mandato, garantindo acesso à saúde, educação, segurança, emprego, renda, moradia, transporte e inclusão social.
Quando os direitos funcionam de forma eficiente, o cidadão não precisa procurar um político para conseguir uma consulta, um exame, uma cesta básica, uma passagem ou qualquer atendimento que deveria ser oferecido regularmente pelo poder público.
O voto é uma das ferramentas mais importantes da democracia. Por meio dele, o cidadão escolhe quem irá elaborar leis, fiscalizar recursos públicos, aprovar orçamentos e defender os interesses da população.
Por isso, antes de decidir, é importante observar a trajetória de cada candidato. É necessário analisar se aquela pessoa possui trabalho realizado, propostas possíveis, compromisso com as comunidades e conhecimento sobre os problemas que pretende enfrentar.
Também é fundamental desconfiar de quem só aparece em época eleitoral, faz promessas que não pode cumprir ou tenta se apresentar como dono de benefícios e serviços que são pagos com recursos públicos.
Nenhum político deve tratar o cidadão como alguém que precisa agradecer por receber um direito. O dinheiro utilizado nas políticas públicas pertence à sociedade. Ele vem dos impostos pagos diariamente pela população.
As Eleições de 2026 precisam ser marcadas por mais informação, consciência e responsabilidade. O combate à compra de votos não acontece apenas por meio da fiscalização. Ele também depende de educação política e de políticas públicas que diminuam a vulnerabilidade social.
Quanto mais informado estiver o eleitor, menor será o espaço para manipulação.
A necessidade de um dia é urgente e precisa ser respeitada. Mas ela não pode ser usada para retirar do cidadão o direito de escolher livremente quem irá representá-lo nos próximos quatro anos.
A ajuda pode durar um dia. O mandato dura quatro anos. O voto precisa ser consciente, livre e respeitado.

FONTE/CRÉDITOS: Agência O Estado
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