Após semanas de pressão causada pela guerra sobre os preços dos combustíveis e as cadeias de abastecimento, algumas empresas estão começando a repassar esses custos mais elevados aos consumidores por meio de novas taxas — ou através de outras mudanças menos evidentes.
“As empresas tendem a procurar, em primeiro lugar, maneiras de aproveitar melhor o que já têm, como incluir mais itens em cada remessa ou agrupar pedidos em uma única entrega”, disse Rahul Shahani, sócio da McKinsey que lidera a área de cadeia de abastecimento da empresa na América do Norte.
“Com o tempo, esses custos mais altos ainda aparecem de maneiras sutis, como valores mínimos mais altos para frete grátis, menos descontos, pacotes menores ou entregas mais lentas.”
Os preços ao consumidor já aumentaram 0,9% no mês passado, o triplo do ritmo observado em fevereiro. Os preços da gasolina, que subiram 21,2% em março, foram responsáveis pela maior parte do aumento geral da inflação.
O combustível de aviação é um dos maiores insumos para as companhias aéreas, representando cerca de 25% dos custos. Nos Estados Unidos, ele disparou 95% desde o início da guerra, de acordo com o Argus US Jet Fuel Index, publicado pela Airlines for America.
Além disso, devido ao fechamento de alguns aeroportos no Oriente Médio, algumas companhias aéreas estão tendo que fazer rotas mais longas, o que exige mais combustível.
“A realidade é que os preços do combustível de aviação mais do que dobraram nas últimas três semanas. Se os preços permanecessem nesse nível, isso significaria um gasto extra de US$ 11 bilhões por ano apenas com combustível de aviação”, afirmou Scott Kirby, CEO da United Airlines, em um memorando enviado aos funcionários em 20 de março.
“Para se ter uma ideia, no melhor ano da história da United, faturamos menos de US$ 5 bilhões”, acrescentou.
Por enquanto, veja a seguir onde os clientes estão percebendo aumentos significativos nas sobretaxas de combustível.

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