O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, revelou ter sido diagnosticado com câncer de próstata. Conhecido pelo canal "Aviões e Música", Lito relatou que o tumor é um adenocarcinoma de agressividade intermediária, descoberto durante exames de rotina.
O caso de Lito reforça o alerta de especialistas sobre a importância do diagnóstico precoce, que pode elevar as chances de cura para até 95% quando a doença é identificada em estágio inicial.
O que é o câncer de próstata e quais os sintomas
O câncer de próstata caracteriza-se pela proliferação descontrolada de células na glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Trata-se do segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 21% nas mortes anuais pela doença, saindo de 14.984 em 2015 para 17.587 em 2024. Considerando o ano de 2024, foram 48 mortes por dia.
Na maioria das vezes, a doença é assintomática em suas fases iniciais. No entanto, em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar sinais como:
- Diminuição da força do jato urinário.
- Dificuldade para iniciar ou concluir a micção.
- Necessidade frequente de urinar à noite.
- Dor ao urinar ou presença de sangue na urina.
Fatores de risco e exames de rotina
A idade avançada é o principal fator de risco, com pico de incidência aos 70 anos. Outros fatores determinantes incluem o histórico familiar (parentes de primeiro grau com a doença), obesidade e fatores genéticos, como mutações no gene BRCA. Homens negros também apresentam maior risco e maior agressividade da doença.
O rastreamento deve ser feito por meio de dois exames complementares: o PSA (exame de sangue) e o toque retal. A recomendação geral de idade para início dos exames é:
- 50 anos: Para homens sem histórico familiar.
- 45 anos: Para homens com histórico familiar ou de raça negra.
- 40 anos: Para portadores de mutações genéticas específicas.
Tratamentos modernos e cirurgia robótica
O tratamento é personalizado para cada paciente. Em cerca de 30% dos casos de tumores de baixa agressividade (indolentes), a conduta adotada pode ser apenas a observação ativa, evitando efeitos colaterais desnecessários.
Para casos que exigem intervenção, a cirurgia robótica tem se tornado o padrão de referência. Essa técnica minimamente invasiva utiliza uma plataforma robótica que permite maior precisão, reduzindo significativamente os riscos de sequelas temidas, como a incontinência urinária e a disfunção erétil.
Além da cirurgia, o arsenal terapêutico inclui radioterapia moderna, hormonioterapia, imunoterapia e novas drogas radioativas para casos avançados.

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