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Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026

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Leila do Vôlei pede licença médica do Senado e não retornará ao mandato

Senadora afirma a necessidade de "cuidar da saúde e de assuntos particulares", sob a condição de não remuneração durante os 120 dias de afastamento; parlamentar do PDT ficou em 3º na disputa no DF e não se reelegeu

Leila do Vôlei pede licença médica do Senado e não retornará ao mandato
Andressa Anholete/Agência Senado
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A senadora Leila Barros - conhecida como Leila do Vôlei - apresentou nesta terça-feira (6) um requerimento de afastamento por licença médica do Senado Federal pelo período de 120 dias. Com isso, ela não retornará mais ao mandato.

A parlamentar do PDT teve 21,25% dos votos válidos no último domingo (4) e não conseguiu renovar seu mandato por mais oito anos. As eleitas no Distrito Federal foram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL), com 29,05% e 27,44% dos votos respectivamente.

Leila afirmou que tomou a decisão para "cuidar da saúde e de assuntos particulares", e que o período de afastamento não é remunerado. A suplente, Leany Lemos (PSB-DF), assumiu o cargo até a posse da nova legislatura, em 1º de fevereiro de 2027.

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O pedido de licença médica foi aprovado já nesta terça-feira, tendo em vista que os parlamentares estão reunidos em Brasília para a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1.

Leila do Vôlei

Eleita em 2018, Leila tem trajetória marcada pela carreira como jogadora da seleção brasileira de vôlei e pela atuação política em defesa de pautas relacionadas às mulheres, ao esporte e à inclusão social.

Nascida em 30 de setembro de 1971, Leila foi criada em Taguatinga, no Distrito Federal. Ela é filha de um mecânico e de uma dona de casa. Na adolescência, recebeu uma bolsa para estudar em um colégio particular por seu desempenho no esporte. Aos 17 anos, depois de ser aprovada em uma seletiva do Minas Tênis Clube, iniciou a carreira profissional como atleta.

No Congresso Nacional, atuou como relatora da MP (Medida Provisória) que debateu o fim do imposto de importação federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (a chamada "taxa das blusinhas").

Entre os projetos associados à senadora, está o PL 1.369/2019, que deu origem à Lei 14.132, que incluiu o crime de perseguição, conhecido como stalking, no Código Penal. Leila também atuou como relatora de propostas destinadas a aperfeiçoar a Lei Maria da Penha.

FONTE/CRÉDITOS: Davi Alencar, da CNN Brasil*
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