O acesso aos direitos ainda é um desafio para muitas famílias atípicas no Brasil. Diante dessa realidade, iniciativas como o Projeto GERA surgem com a proposta de ampliar a inclusão, promover orientação e contribuir para a geração de renda, fortalecendo o suporte a essas famílias em diferentes regiões do país.
Coordenado nacionalmente pela assistente social Aparecida Sieba , o projeto atua como uma rede de apoio que busca garantir dignidade e acesso a serviços essenciais. “Muito obrigada. Eu sou Maria Aparecida Sieba Dias, assistente social e coordenadora nacional do Projeto GERA. Minha missão é dar voz às famílias atípicas e mostrar que inclusão é um direito, não um favor.”
O GERA se apresenta como uma iniciativa voltada à transformação social, com foco na garantia de direitos básicos. “O GERA é uma rede de apoio que nasceu para transformar vidas. Nosso objetivo é garantir que cada família atípica tenha acesso à saúde, educação, assistência social e oportunidades de renda, sempre com dignidade e respeito.”
Um dos diferenciais do projeto está na sua base técnica, formada exclusivamente por assistentes sociais, o que fortalece a atuação e a credibilidade da iniciativa. “GERA é coordenado exclusivamente por assistentes sociais, e isso é muito significativo. O olhar técnico do assistente social garante que o projeto seja construído com base na defesa de direitos, na articulação com políticas públicas e no acolhimento humano. Essa formação sólida dá credibilidade e efetividade ao nosso trabalho. Além disso, contamos com o apoio de redes de liderança jurídicas, psicológicas, psiquiátricas e de outras áreas, que fortalecem ainda mais nossa atuação e ampliam o suporte às famílias.”
Atualmente, o projeto funciona de forma online, com atuação em diversos estados do Nordeste, por meio de núcleos de atendimento e articulação comunitária. “Hoje o GERA funciona de forma online, com núcleos de atendimento e articulação comunitária que apoiam famílias em vários estados do Nordeste. Por enquanto não temos pontos físicos, mas já estamos trabalhando para implantar unidades presenciais, porque sabemos que a proximidade faz toda a diferença.”
O acesso ao projeto é feito por canais digitais e contato direto com a equipe. “É simples. As famílias podem nos procurar pelas nossas plataformas digitais, como o Instagram @geranordeste e @gera_natal_rn, ou pelos contatos telefônicos: 84 98656-8295 comigo, Aparecida, e 71 98382-0121 com Fátima.”
No campo dos direitos e encaminhamentos, o GERA atua desde a orientação inicial até o acompanhamento das famílias. “O primeiro passo é buscar orientação e diagnóstico. E o GERA está aqui justamente para apoiar nesse caminho, oferecendo informação e acolhimento.”
“Nós fazemos a ponte. Orientamos e acompanhamos cada família para que ela não fique desassistida.”
“Nesses casos, nós damos suporte jurídico e acionamos os órgãos competentes. A família nunca enfrenta isso sozinha.”
A sobrecarga enfrentada pelas mães atípicas é apontada como uma das principais dificuldades. “A sobrecarga. Muitas mães ficam isoladas, sem apoio e sem oportunidades de trabalho.” Para enfrentar essa realidade, o projeto também investe em inclusão produtiva. “Nós oferecemos capacitação e oportunidades de inclusão produtiva, porque autonomia financeira é parte da inclusão.”
“Porque não basta acolher, é preciso garantir independência. Inclusão sem autonomia financeira não é inclusão plena.”
A comunicação é considerada uma ferramenta estratégica dentro da iniciativa, tanto para informar quanto para combater preconceitos. “A comunicação é nossa ferramenta de transformação. É por meio dela que damos visibilidade às famílias e combatemos preconceitos.”
“Sim, muita. Ainda há desconhecimento e estigmas que precisam ser quebrados.”
“Precisamos de mais informação, mais empatia e políticas públicas que cheguem a todas as famílias, sem exceção.”
O projeto também mantém diálogo com o poder público, defendendo pautas essenciais para a inclusão. “Garantir acesso à saúde, educação inclusiva e assistência social. Também lutamos pela criação de políticas de geração de renda e centros de referência.”
“Com certeza. Esses centros são fundamentais para diagnóstico, acompanhamento e orientação às famílias.”
“Infelizmente sim. Quem mora em capitais tem mais acesso, enquanto famílias de cidades menores enfrentam barreiras enormes.”
Ao final, a coordenadora reforça a importância do acolhimento e da união na luta por direitos. “Vocês não estão sozinhas. O Projeto GERA existe para caminhar junto com vocês, fortalecer a luta e garantir que cada criança, jovem e adulto atípico tenha acesso aos seus direitos, dignidade e oportunidades. Inclusão é justiça social, e justiça social só se constrói com união, informação e acolhimento.”
A atuação do Projeto GERA evidencia a importância de iniciativas que promovam informação, orientação e acesso a direitos. Em um cenário ainda marcado por desigualdades, ações como essa reforçam que a inclusão exige compromisso contínuo e responsabilidade social.

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