A discussão sobre políticas públicas ganhou força em grupos de famílias atípicas e organizações da sociedade civil. O consenso é claro: direitos garantidos pelo Estado não podem ser confundidos com favores de agentes políticos.
Especialistas explicam que política pública é o conjunto de programas, serviços e ações planejados pelo poder público para assegurar direitos previstos na Constituição. Saúde, educação, assistência social, inclusão, transporte, moradia e atendimento especializado às pessoas com deficiência são exemplos de políticas públicas que devem alcançar toda a população, independentemente de preferência política.
No período que antecede as eleições, cresce também o alerta sobre práticas que podem comprometer a liberdade do voto. Oferecer ou prometer vantagens pessoais, como pagamento de contas, distribuição de cestas básicas, dinheiro ou qualquer outro benefício em troca de apoio político ou do voto é uma conduta vedada pela legislação eleitoral e pode configurar crime eleitoral.
É importante destacar que benefícios sociais previstos em lei e regularmente executados pelos governos não são ilegais. O que a legislação proíbe é a utilização desses benefícios ou de vantagens particulares como instrumento para influenciar a escolha do eleitor.
Para representantes de movimentos sociais, especialmente aqueles ligados às famílias atípicas, o verdadeiro compromisso dos gestores deve estar na construção de políticas públicas permanentes, capazes de ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento, educação inclusiva, terapias, capacitação profissional e apoio às famílias.
Mais do que promessas de ocasião, a população espera planejamento, continuidade administrativa e respeito aos direitos de todos os cidadãos.
Direitos sociais não são favores. Benefícios públicos existem para garantir dignidade. O voto é livre, secreto e deve ser exercido com consciência, sem qualquer forma de troca ou influência indevida.

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