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Sabado, 04 de Julho de 2026

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Tempestade solar atinge a Terra hoje com mais força do que o previsto

Autoridades alertam para flutuações nas redes elétricas, irregularidades em satélites e possibilidade de auroras boreais em áreas pouco características

Tempestade solar atinge a Terra hoje com mais força do que o previsto
NASA/GSFC/SDO
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As poderosas explosões no Sol que ocorreram nos últimos dias geraram alertas de tempestades solares em direção à Terra. O pico ocorre entre este sábado (4) e domingo (5), segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos.

Inicialmente, esperava-se tempestade solares com força moderada. No entanto, um aviso emitido no fim da noite de sexta-feira (3) elevou o risco para uma tempestade considerada forte – categoria G3, numa escala de 1 a 5.

A área norte da Terra será principalmente atingida. Podem ocorrer flutuações na rede elétrica. Sistemas de energia em altas latitudes podem apresentar alarmes de tensão. É possível que haja aumento do arrasto em satélites em órbita baixa da Terra. O sistema de rádio pode sofrer instabilidade e os astronautas que estão no Espaço têm de se proteger da radiação solar, que pode ser mortal.

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Além disso, são esperadas auroras boreais de forte intensidade, alcançando áreas inusitadas. Segundo a NOAA, as auroras boreais devem ser vistas até nos Estados Unidos.

Poderosas explosões solares ocorreram nos últimos dias, com destaque para uma erupção de classe X1.1, considerada a categoria mais forte, segundo a Nasa.

A classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força. A erupção X1.1 ocorreu no dia 30 de junho, informou a Nasa.

A sequência de explosões solares gerou ejeção de massa coronal em direção à Terra.

Já a escala de tempestade solares vai de G1 (menor) até G5 (extremo). A classe G3 é considerada maior.

O que é uma erupção solar

As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.

Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.

O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.

Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3...) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.

Veja a tabela abaixo:

  • Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
  • Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
  • Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
  • Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
  • Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências
FONTE/CRÉDITOS: André Rigue, da CNN Brasil
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