Jovem Autista encontrado morto abraçado à sua mãe-atípica.
Até quando vamos ler notícias de mães-atípicas sofrendo até a morte do filho AUTISTA? É necessário e urgente uma Política Pública Nacional de Criação dos Centros de Referência de Atendimento aos Autistas, com atenção especial às mães, que na maioria são mães solo, que não encontram apoio do poder público para atender seus filhos, que sofrem sem terapias, laudos e em consequência sem acesso aos seus direitos.
O MOAB se solidariza com essa família e quer que essa mãe se recupere e que informe para todos o que aconteceu com ela e seu filho Autista. Certamente esse caso servirá como alerta para que possamos cobrar dos governos municipais, estaduais, e federal, uma política pública direcionada aos AUTISTAS e suas mães-atípicas.
São mulheres que na maioria se anulam e vivem diariamente tentando um lugar público para laudar seu filho, colocá-lo em terapias para o estabilizar; para que na sua vida adulta, sejam homens e mulheres funcionais incluídos, e incluídas na sociedade.
Não ter políticas públicas para os autistas, é renegar e virar as costas para essa importante e numerosa parte da população brasileira.
O MOAB está ao lado dos Autistas, sejam eles nível 1, nível 2 ou nível 3 de suporte. Todos necessitam e merecem ter acesso a terapias, educação inclusiva, trabalho, moradia, esporte e lazer.
Aqueles que são SUS-DEPENDENTES necessitam mais ainda da mão do Estado, e o Estado precisa ver que eles existem e que sem a implementação de políticas públicas pode se continuar a ter notícias de Autistas perdendo a vida; e seus suportes, que na maioria são suas mães. Ambos precisam desta importante atenção.
Não queremos mais mortes na nossa comunidade AUTISTA.
Edilson Barbosa
Advogado e Diretor-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil-MOAB


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