Após 18 edições e quase 44 mil pessoas beneficiadas, a primeira etapa do Viver Salvador nos Bairros chega ao fim. Promovido pela Prefeitura de Salvador, o projeto percorreu diferentes comunidades da capital baiana, aproximando a gestão municipal da população e facilitando o acesso a serviços públicos.
A iniciativa reuniu, em um único espaço, atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, trabalho, cidadania, educação, cultura, lazer, beleza e bem-estar, evitando que os moradores precisassem se deslocar para outras regiões da cidade em busca de serviços.
Idealizadora do Viver Salvador nos Bairros, a vice-prefeita Ana Paula Matos destacou que o encerramento desta etapa reforça a importância da presença da Prefeitura nas comunidades e do contato direto com os moradores. “Esse resultado é fruto do trabalho integrado das equipes municipais, que contribuíram para ampliar o acesso dos moradores aos serviços e fortalecer a atuação da Prefeitura nos bairros. Agradeço ao empenho de todos para esse projeto dar certo”, pontua Ana Paula.
A secretária de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (SACPB), Cláudia Cavalcanti, afirma que o projeto cumpriu o objetivo de aproximar a gestão municipal dos soteropolitanos. “Foram quase 44 mil atendimentos, levando para dentro dos bairros não só serviços sociais e de saúde, mas também ações de cultura, lazer, zeladoria da localidade e outras iniciativas que aproximam a Prefeitura da população”, afirma.
A secretária reforça que a primeira etapa do Viver Salvador nos Bairros deixa a sensação de dever cumprido. “Esse resultado mostra a importância de estar presente nas comunidades, ouvindo as pessoas, entendendo suas necessidades e promovendo ações que fazem a diferença no dia a dia. É um trabalho que nos orgulha muito e que queremos continuar ampliando”, conclui.
Recordes do projeto – Entre as comunidades que registraram o maior número de atendimentos, o primeiro lugar ficou com o Campo da Vovozona, em Valéria, com 4.035 atendimentos. Em seguida aparece o Solar Boa Vista, em Brotas, com 3.853 atendimentos. Na terceira posição ficou São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, com 3.115 atendimentos.
Entre os serviços mais procurados pela população estiveram os mutirões de saúde, que incluíram emissão da segunda via do Cartão SUS, atendimento médico clínico, pediátrico e odontológico, vacinação, consultas com cardiologista e exames como eletrocardiograma, mamografia e ultrassonografia.
Também foram oferecidos testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientação para planejamento familiar, com encaminhamentos para laqueadura, vasectomia, inserção de DIU e histeroscopia.
Na área social, foram disponibilizados serviços de inscrição e atualização do Cadastro Único (CadÚnico), atendimentos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), Cram em Movimento, voltado para mulheres, regularização de taxas municipais, orientações sobre o programa Minha Casa, Minha Vida e atendimento do Escritório Público para melhorias habitacionais.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) também esteve presente com vistorias em áreas de risco, orientações técnicas e atendimento sobre situações relacionadas a riscos geológicos. O órgão ainda realizou o cadastramento de moradores no sistema Alerta Salvador.
Cultura, lazer e cidadania – Além dos serviços públicos, o projeto também promoveu atividades de cultura e lazer comunitário. A programação contou com apresentações de artistas das próprias comunidades, rodas de capoeira, shows, circuitos de bicicleta, recreação infantil comandada pelas equipes de lazer e apresentações de fanfarras, como a da Escola Municipal Helena Magalhães (Fahema).
Durante as edições, também foram oferecidos serviços de esmaltação, massoterapia, design de sobrancelhas e tranças. A programação contemplou ainda ações de inclusão e cidadania, com rodas de conversa para mães atípicas e orientações sobre direitos e acesso a programas destinados à população negra, pessoas LGBT+, comunidades quilombolas e povos e comunidades de terreiro.
A sustentabilidade também esteve presente durante o projeto, com a distribuição de centenas de mudas de hortaliças por meio da Caravana da Mata Atlântica, oficinas de capacitação rápida, como produção de sabão ecológico, e cursos de artesanato local. Na última edição, realizada no Bairro da Paz, houve ainda oferta de flores em alusão à Primavera.
Antes da chegada do projeto aos bairros, foi realizado um pré-serviço com uma força-tarefa de preparação urbana. As ações incluíram mutirão de varrição intensiva, capinação de vias públicas, remoção de entulhos, poda de galhos que pudessem obstruir a iluminação pública ou oferecer riscos nas áreas de circulação e pintura de meios-fios. Também foram realizadas a revisão das luminárias e a substituição de lâmpadas queimadas em praças, arenas e ruas principais dos bairros.
Comunidades atendidas – Ao longo da primeira etapa, o Viver Salvador passou por Sussuarana, em parceria com a Caravana Vamos Proteger Crianças e Adolescentes com o Nosso Olhar, da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ); Saramandaia; Boa Vista de São Caetano; Uruguai; Águas Claras; São Marcos; Fazenda Coutos; Engenho Velho de Brotas; Campo da Vovozona, em Valéria; São João do Cabrito; Campo da Comunidade do Jacaré; Praça Recanto Feliz, no Stiep/Costa Azul; Palestina; Mangabeira; Lobato; Dique do Cabrito; Calabetão; e Bairro da Paz, onde foi encerrada a primeira etapa.

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