Uma nova mobilização nacional de caminhoneiros foi convocada para esta segunda-feira (13). O movimento, liderado pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), tem como foco inicial a paralisação das atividades nas áreas dos portos do país.
O motivo da greve
A categoria busca exercer pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que coloque em pauta a votação da Medida Provisória (MP) nº 1.343. Editada em março pelo Governo Federal, a MP institui um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores da modalidade CLT no setor de transporte de cargas, além de prever mecanismos de fiscalização para o frete.
A urgência do movimento se dá pelo prazo de validade da medida: a MP expira na próxima quinta-feira (16). Caso não seja aprovada pelo Congresso até lá, a proposta perde a eficácia.
Orientação aos motoristas
Wallace Landim, conhecido como "Chorão" e presidente da Abrava, recomendou que os profissionais evitem pegar a estrada a partir da meia-noite desta segunda-feira.
"A orientação é que você não saia para viajar a partir da 0h, para que possamos acompanhar até terça-feira [dia 14] se o texto de fato entrará na pauta para votação. Não vamos aceitar perder essa MP", afirmou Chorão em vídeo divulgado à categoria.
A expectativa é que o Senado analise a matéria nesta terça-feira (14), cenário que será acompanhado de perto pelos caminhoneiros para definir os próximos passos da mobilização.
Setor dividido
Embora o clima seja de tensão, a paralisação não conta com adesão unânime. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) reconheceu a lentidão do Senado e o descontentamento da classe, mas manteve uma postura cautelosa.
Em nota, a entidade ressaltou que a decisão de paralisar as atividades é uma prerrogativa exclusiva dos sindicatos locais, por meio de assembleias. A Confederação informou que, neste momento, mantém o foco na interlocução política com o Governo e o Congresso para tentar viabilizar a aprovação da MP via diálogo.

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