O Estado Notícias Bahia

Terça-feira, 21 de Julho de 2026

Notícias/Bahia

Familiares denunciam agressões e supostas irregularidades na Penitenciária Feminina de Salvador

Relatos apontam espancamentos, entrada de celulares e drogas, além de suposta atuação de faccionadas; Seap nega omissão e afirma ter adotado medidas disciplinares

Familiares denunciam agressões e supostas irregularidades na Penitenciária Feminina de Salvador
Leitor BNEWS
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Familiares de internas da Penitenciária Feminina de Salvador denunciaram uma série de supostas irregularidades dentro da unidade prisional. Os relatos, encaminhados ao BNews, apontam casos de agressões físicas, circulação de celulares e entorpecentes, ameaças a parentes de detentas e a possível atuação de integrantes de facções criminosas no controle de parte da rotina do presídio.

Segundo as denúncias, algumas internas exerceriam funções de liderança dentro da unidade, sendo identificadas por outras detentas como integrantes da chamada “linha de frente” e do “apoio”. Os relatos associam essas mulheres ao grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM), embora as acusações ainda dependam de investigação e confirmação das autoridades competentes.

Entre as principais denúncias estão episódios recorrentes de espancamentos e punições aplicadas contra presas que se recusariam a cumprir determinações impostas por outras internas. Familiares afirmam ter comunicado a direção da unidade por meio de ligações, e-mails e cartas enviadas pelas próprias detentas.

Leia Também:

“Minha filha ficou oprimida e foi espancada diversas vezes dentro da cadeia e ninguém da diretoria fez nada, mesmo tendo conhecimento”, afirmou uma das denunciantes.

Os relatos também indicam que algumas internas teriam sido impedidas de realizar ligações para familiares e de receber atendimento médico. Além disso, as denúncias mencionam a circulação de drogas e aparelhos celulares na chamada Galeria F, bem como a existência de armas brancas e, supostamente, até arma de fogo dentro da unidade.

Outra acusação apresentada por familiares diz respeito a possíveis falhas nos procedimentos de segurança. Segundo os relatos, informações sobre revistas internas, conhecidas como “baculejos”, seriam repassadas antecipadamente, facilitando a ocultação de materiais ilícitos.

As denúncias incluem ainda a suspeita de ameaças direcionadas a familiares de detentas e a existência de um suposto plano de fuga envolvendo algumas internas apontadas como lideranças.

Um vídeo que circula nas redes sociais e foi divulgado pelo BNews mostra uma detenta sendo agredida dentro da Penitenciária Feminina de Salvador. As imagens reforçaram os questionamentos sobre as condições de segurança e fiscalização na unidade.

Seap nega omissão

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) afirmou que os episódios registrados dizem respeito a conflitos entre internas e negou qualquer tipo de negligência por parte da direção da unidade.

Segundo a pasta, após a identificação das envolvidas nas imagens, as detentas foram transferidas para unidades do interior da Bahia e passaram a responder a Procedimento Disciplinar (PD). A secretaria informou ainda que um aparelho celular foi apreendido durante uma revista realizada em uma das celas.

A Seap destacou que as medidas disciplinares podem resultar na perda de benefícios, como saída temporária, regressão de regime e redução dos dias de remição de pena, conforme previsto na legislação.

“A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informa que as ocorrências relatadas no Conjunto Penal Feminino de Salvador dizem respeito a conflito entre internas, situação que, quando identificada, foi tratada com rigor, seguindo os protocolos de segurança e gestão prisional”, informou o órgão em nota.

A pasta ressaltou ainda que repudia qualquer forma de violência e afirmou manter ações permanentes de fiscalização, acompanhamento e controle nas unidades prisionais do estado. Segundo a secretaria, a interna vítima das agressões recebeu atendimento médico e acompanhamento psicológico.

O caso segue sob apuração, e as denúncias apresentadas por familiares deverão ser analisadas pelos órgãos responsáveis para a verificação dos fatos e eventual adoção de novas medidas.

FONTE/CRÉDITOS: O Estado Noticias
Comentários:
O Estado Notícias

Publicado por:

O Estado Notícias

Agência O Estado

Saiba Mais

Veja também

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )