Salvador, 28 de outubro de 2026
A influenciadora digital brasileira Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida nas redes sociais como Malévola Alves, de 22 anos, voltou ao Brasil após ser detida no Egito, em um episódio que ganhou repercussão nacional e levantou discussões sobre direitos humanos, liberdade de expressão e tratamento de pessoas trans em território estrangeiro.
Natural de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, Malévola conquistou popularidade na internet com vídeos de humor, moda, viagens e situações do cotidiano. Sua projeção aumentou em 2024, quando participou do Rancho do Maia, projeto digital comandado pelo influenciador Carlinhos Maia.
Entenda o caso
A influenciadora foi detida no dia 20 de outubro, na cidade de Alexandria, juntamente com a amiga Bruna Mercatelli.
Segundo o Ministério do Interior do Egito, a prisão ocorreu após a divulgação de vídeos gravados em espaços públicos, nos quais as brasileiras teriam realizado gestos considerados de conotação sexual e abordagens classificadas pelas autoridades como inadequadas.
As alegações são das autoridades egípcias e não representam uma condenação judicial.
Após atuação da defesa e acompanhamento diplomático brasileiro, as duas foram liberadas no dia 21 de outubro, mediante pagamento de fiança, e retornaram ao Brasil na noite do dia 22.
Denúncias de transfobia e maus-tratos
Depois de deixar o Egito, Malévola relatou ter sofrido situações de humilhação e discriminação durante a detenção.
A influenciadora, que é uma mulher trans, afirmou ter sido submetida a procedimentos constrangedores relacionados à sua identidade de gênero. Também relatou dificuldades de acesso a água e alimentação durante parte do período em que esteve sob custódia.
As denúncias foram apresentadas pela própria influenciadora e precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
Repercussão internacional
O episódio chama atenção para os desafios enfrentados por viajantes brasileiros em países com legislações, costumes e restrições sociais diferentes dos praticados no Brasil.
O caso também reacendeu discussões sobre a proteção de turistas LGBTQIA+, o respeito aos direitos fundamentais e a importância da assistência consular em situações de detenção no exterior.
A Embaixada do Brasil no Cairo acompanhou a situação e prestou assistência consular às brasileiras e aos seus familiares.
Mesmo após a liberação, o caso permanece relevante para o debate sobre garantias individuais e tratamento de cidadãos estrangeiros.
O ESTADO NOTÍCIAS
Informação, responsabilidade e compromisso com os fatos.
Apuração baseada em reportagens publicadas pela CNN Brasil, VEJA São Paulo e entre 20 e 23 de outubro de 2026. 
