A troca de declarações ocorre após Trump afirmar que Meloni estaria tentando recuperar sua imagem política interna ao restabelecer relações mais próximas com os Estados Unidos. O republicano voltou a dizer que a premiê italiana teria buscado uma aproximação com ele durante a recente cúpula do G7 realizada na França.
Na sexta-feira (19), Meloni já havia acusado Trump de divulgar informações falsas ao afirmar que ela teria "implorado" por uma fotografia ao seu lado durante o encontro internacional. O presidente norte-americano reiterou a acusação neste sábado em uma publicação na rede social Truth Social, alegando que a líder italiana deseja voltar a manter uma relação próxima com ele para elevar seus índices de aprovação.
Em resposta, Meloni publicou uma mensagem em inglês em seu perfil no Instagram, classificando os ataques como "constantes, gratuitos e sem sentido".
"Minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua", escreveu a primeira-ministra, acrescentando que uma eventual proximidade com Trump "certamente não ajudou" sua imagem perante os italianos.
Trump também voltou a criticar a decisão da Itália de não autorizar o uso de bases militares norte-americanas localizadas em território italiano durante o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado no final de fevereiro.
Meloni respondeu afirmando que a utilização dessas instalações é regulamentada por acordos internacionais que sempre foram respeitados pelo governo italiano e que não podem ser descumpridos.
"Enquanto eu for primeira-ministra, a Itália continuará sendo uma nação soberana", declarou.
Aprovação dos governos
No poder desde 2022, o governo Meloni registra cerca de 35% de aprovação nas pesquisas mais recentes, após enfrentar uma trajetória de queda ao longo de 2025. Seu partido, Irmãos da Itália, permanece na liderança das intenções de voto, com aproximadamente 28%, seguido pelo Partido Democrático, principal legenda de oposição, com cerca de 22%.
Já Trump, que retornou à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, apresenta taxa de aprovação em torno de 36%, segundo levantamento da Reuters/Ipsos, mantendo-se próximo dos níveis mais baixos de sua trajetória política, apesar de uma leve melhora associada à redução da preocupação da população com o custo de vida.


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