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Domingo, 19 de Abril de 2026

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Queridinha nas redes sociais, a fruta do milagre pode causar mortes.

O perigo do caroço e da folha da fruta do milagre

Queridinha nas redes sociais, a fruta do milagre pode causar mortes.
Agência O Estado
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Uma pequena fruta vermelha, do tamanho de um grão de café maduro, vem chamando atenção na internet. Conhecida como "fruta do milagre" (Synsepalum dulcificum), ela é capaz de transformar sabores ácidos ou amargos em doces, graças à miraculina, uma proteína que altera a percepção do paladar.

Apesar do fascínio, especialistas e casos recentes alertam para os riscos do consumo, especialmente de partes específicas da planta.

Nativa da África, a fruta tem cultivo restrito no Brasil, encontrado em viveiros de plantas exóticas e em propriedades especializadas, como a de um produtor em Castelo, no Sul do Espírito Santo. A ação da miraculina, que "engana" as papilas gustativas, pode durar de 30 minutos a duas horas, segundo a botânica Maria Colodete. No entanto, seu consumo indiscriminado e sem orientação tem levantado preocupações.

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Na manhã desta terça-feira, 21, a assistente de direção do programa Mais Você, Lígia Bedini, foi hospitalizada após sofrer uma reação alérgica grave ao morder o caroço da fruta durante os preparativos para uma reportagem. Segundo a apresentadora Ana Maria Braga, Lígia apresentou fechamento da glote e dificuldade respiratória, sendo socorrida por médicos presentes no local e encaminhada a um hospital.

"Descobrimos hoje que isso é um perigo gigantesco", alertou Ana Maria Braga ao público. O médico que atendeu Lígia afirmou que tanto o caroço quanto as folhas da planta podem causar queimaduras na boca e na faringe, o que reforça os riscos de manipular ou consumir a fruta sem conhecimento adequado.

Além do caso no programa, vídeos de influenciadores experimentando a "fruta do milagre" viralizaram nas redes sociais, aumentando sua popularidade. Especialistas, no entanto, reforçam a necessidade de cautela. "Ela não é naturalmente doce, mas inibe a percepção de acidez. O problema é que o consumo sem orientação pode causar reações inesperadas", explicou o biólogo Marco Bravo.

FONTE/CRÉDITOS: Agência O Estado
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