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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026

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Prefeitura investiga realização de teste de gravidez em menina de 11 anos sem autorização dos pais em UPA de Salvador

Secretaria Municipal da Saúde afirma que apura o atendimento e a comunicação com os responsáveis legais; família questiona exame realizado durante atendimento na UPA de Paripe

Prefeitura investiga realização de teste de gravidez em menina de 11 anos sem autorização dos pais em UPA de Salvador
BNews
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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que está investigando o atendimento prestado a uma menina de 11 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe, no Subúrbio Ferroviário. Segundo denúncia da mãe da criança, Laiza Silva de Jesus, a paciente foi submetida a um teste de gravidez sem autorização da família.

O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (15), após a mãe relatar a situação em entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM e da BNews TV.

Prefeitura abre apuração

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que instaurou uma apuração em conjunto com a direção da unidade para esclarecer todas as circunstâncias do atendimento.

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Segundo a pasta, em determinadas situações clínicas, exames complementares podem ser necessários para confirmar ou descartar hipóteses diagnósticas, orientar a conduta médica, a prescrição de medicamentos e a realização de procedimentos, sempre com base na avaliação clínica e nos protocolos assistenciais.

A SMS também informou que está verificando como ocorreu a comunicação entre a equipe médica e os responsáveis legais pela paciente, destacando que o acolhimento, a transparência das informações e o diálogo com a família são princípios fundamentais da assistência prestada pela rede municipal de saúde.

Ainda conforme a secretaria, caso sejam identificadas falhas na condução do atendimento, poderão ser adotadas medidas administrativas.

Mãe relata atendimento e questiona exame

De acordo com Laiza Silva de Jesus, a filha procurou atendimento na UPA apresentando dor de cabeça e náuseas. Durante a consulta, ela afirma que o foco do atendimento mudou quando os profissionais passaram a fazer perguntas sobre a vida sexual da criança.

Segundo o relato da mãe, os médicos questionaram se a menina namorava, se já havia menstruado e se mantinha relações sexuais. Em seguida, solicitaram um exame sem informar qual procedimento seria realizado.

Após os exames, a família recebeu a informação de que não havia alterações e que os sintomas eram compatíveis com um quadro gripal. A criança recebeu alta médica.

Exame foi identificado apenas em casa

Ainda segundo a mãe, somente ao chegar em casa ela percebeu que o exame realizado era um Beta-hCG, teste utilizado para detectar gravidez.

Laiza afirmou que a filha contou que os médicos fizeram perguntas relacionadas à possibilidade de gestação durante o atendimento, o que reforçou sua surpresa ao identificar o exame na documentação entregue pela unidade.

Família buscou esclarecimentos

Após descobrir o tipo de exame realizado, a família retornou à UPA de Paripe em busca de esclarecimentos. Segundo a mãe, eles não conseguiram conversar com a equipe responsável pelo atendimento.

Ela relata ainda que o pai da criança foi impedido de entrar na unidade e que a situação terminou com a intervenção de um policial após um desentendimento no local.

Laiza também afirmou ter procurado a assistência social da unidade, mas disse que não recebeu orientações que esclarecessem o ocorrido. Segundo seu relato, uma profissional teria sugerido que o exame fosse repetido no dia seguinte.

Gestão da unidade

A UPA de Paripe é administrada pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica da unidade, sob regulação e fiscalização da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador.

A investigação segue em andamento e, até o momento, a Prefeitura não divulgou o resultado da apuração nem informou se houve irregularidades na condução do atendimento.

FONTE/CRÉDITOS: O Estado Noticias
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Agência O Estado

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